O RAFEIRO DO ALENTEJO
 

 

DESCRIÇÃO DA RAÇA

 

¹Cão corpulento, sóbrio e calmo. Cabeça volumosa, sobretudo nos machos, e olhos de expressão tranquila.

¹De perfil convexilíneo ainda que pouco acentuado apresenta um tronco sub-longilíneo, harmonioso no seu conjunto.

¹ Estas breves noções, transmitem o retracto fiel do Rafeiro do Alentejo, até para quem pouco contacto tenha tido com esta raça.

¹A tipicidade, temperamento e movimentos são factores igualmente a ter em conta.

¹Em plena maturidade apresenta andamentos característicos, lentos, pesados e bamboleantes, revelando a segurança e tranquilidade, que a própria força e vigor lhe transmite.

¹Observando-o com alguma atenção, apercebemo-nos do modo como domina o seu território, bem como a postura tão própria como o faz, que nos leva a considera-lo um misto de “dignidade” e “nobreza”.

¹Excelente guarda, mostra particular firmeza para com estranhos, e é sem dúvida mais activo de noite que de dia, na sua função zeladora. Manso no convívio habitual, torna-se até carinhoso no relacionamento com crianças, admitindo-lhes invasões ao seu espaço, que apenas concede ao próprio dono, que naturalmente considera como “chefe”.

¹Animal de grande rusticidade, suporta naturalmente as agruras do clima principalmente as invernais, deixando entender a sua origem de cão de montanha, todavia adaptado à planície.

¹Sabe contudo defender-se dos impiedosos calores estivais próprios da Região, procurando sempre a sombra mais fresca, para passar o período mais quente do dia.

¹De crânio largo e abaulado, proporcionado à corpulência, olhos escuros e horizontais possui orelhas trianguladas, pequenas e pendentes.

¹O tronco é forte e musculado, sendo o peito amplo e profundo, enquanto os membros são igualmente fortes e aprumados.

¹A cauda de inserção média, é grossa comprida e ligeiramente encurvada, enrolando um pouco, quando atento a qualquer movimento estranho.

¹A pele grossa e um pouco laxa, é coberta por um pelo curto a médio, grosso, liso e denso, apresentando várias cores, como seja o fulvo, lobeiro, amarelo ou brancos malhados daquelas cores.

¹Os machos apresentam de altura ao garrote 66 a 74 cm, enquanto para as fêmeas se situam nos 64 a 70 cm.

¹O peso deverá igualmente ser proporcional à corpulência, pelo que excessos para mais ou menos, poderão originar aberrações. Os limites põem-se naturalmente a exageros, que por certo fatalmente iriam provocar deformações.

¹No que respeita ainda ao temperamento, deveremos cuidar com atenção quaisquer desequilíbrios. Referimo-nos ao excesso de agressividade ou timidez, a que poderão estar associados factores hereditários ou o tratamento a que esteve submetido na fase de cachorro. Este último é o que consideramos de algum modo recuperável, ainda que parcialmente.

¹Como raça de grande porte, apresenta alta taxa de prolificidade, sendo frequente parições de 10 ou mais cachorros por ninhada. Surgem contudo algumas dificuldades pós-parto, que levam a uma redução substancial de cachorros sobreviventes.

¹Vai sendo frequente nesta raça uma baixa de fecundidade, mercê de elevado número quer em fêmeas quer em machos infecundos, por razões algumas delas ainda não determinadas.

¹De tudo que afirmamos quanto ao temperamento e funcionalidade deste cão, poder-se-á concluir, que o Rafeiro do Alentejo, é sem dúvida um cão de defesa e nunca deverá ser considerado como de ataque. Não aconselhamos de modo algum, forçar o seu temperamento natural, pois os desequilíbrios ocasionados poderão por certo ser imprevisíveis e irrecuperáveis.


 

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